
E eu ainda aqui com essa minha mania chata de mostrar um outro lado da moeda.
De ver o lado bom do que é ruim.
De enxergar colorido onde não tem.
Mania chata, insistente. Mania do copo meio cheio.
Mania de Maria.
Mas não penses que te censuro. Se queres transformarte-te num homem de letras, e quem sabe um dia escrever histórias, deves também mentir, e inventar histórias, senão tua História ficará monótona. Mas terás que fazê-lo com moderação. O mundo condena os mentirosos que só sabem mentir, até mesmo sobre coisas mínimas, e premia os poetas que mentem apenas sobre coisas grandiosas.
As condições sob as quais sou compreendido, sob as quais sou necessariamente compreendido – conheço-as muito bem. Para suportar minha seriedade, minha paixão, é necessário (...) ter se tornado indiferente; (...) Possuir uma inclinação – nascida da força – para questões que ninguém possui coragem de enfrentar; ousadia para o proibido; predestinação para o labirinto. Uma experiência de sete solidões. Ouvidos novos para música nova. Olhos novos para o mais distante. Uma consciência nova para verdades que até agora permaneceram mudas. E um desejo de economia em grande estilo – acumular sua força, seu entusiasmo... Auto-reverência, amor-próprio, absoluta liberdade para consigo...
Muito bem! Apenas esses são meus leitores, meus verdadeiros leitores, meus leitores predestinados: que importância tem o resto? – O resto é somente a humanidade.
2 comentários:
Que essa mania não suma. Jamais.
Lila :)
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